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REVER – Retrospectiva de Augusto de Campos

1.VIVA VAIA 1972

REVƎЯ é a exposição montada no SESC POMPÉIA para apresentar 75 obras do poeta Augusto de Campos, a partir de seus 65 anos de produção. Tornado famoso a partir de um confronto estético proposto pelo manifesto em defesa de uma Poesia Concreta construiu um movimento junto a seu irmão Haroldo de Campos e o amigo Décio Pignatari provocando uma sacudida na mídia desde os anos 1950.

Associando uma visão poética carregada de visão política e inquietação estética, os irmãos Campos e Pignatari partem para dessacralizar as lânguidas construções parnasianas que ainda vingavam no ápice do fazer poético, longe da velocidade acelerada da cidade industrial, colorida e variável que já não aceitava rimas doces e versos ingênuos.  Augusto ousa recriar o tempo e o espaço na palavra de poder como a dizer: A PALAVRA FAZ O MUNDO, espelhando o Gênesis na visão grega do Logos em confronto com o Caos.

DES HUMANOS 2004

DES  HUMANOS 2004

Assumindo o jogo das publicidades que ganhavam as urgências de uma geração atropelada por uma sociedade urbana que se multiplicava em nichos, ecos e fazeres múltiplos e dispersos, exigindo e absorvendo desafios. Colocando palavras pelas ruas, o movimento ousa se interpor entre a suavidade  de um tempo rural que se dispersa na memória, e o jogo do consumo que trabalha um relativismo frouxo, de modo a construir imagens falsamente cool ou hipster, mas francamente acrítica.

Com esta grande retrospectiva, o jogo da palavra já se apresenta pelo título em Palíndromo REVƎЯ que recompõe Janus, o deus romano que olha o futuro e o passado ao mesmo tempo, já que a obra do poeta segue inquieta em suas buscas por linguagens múltiplas, desdobradas e acopladas. Como ele mesmo chama VERBIVOCOVISUAIS suas experiências verbais avançam sobre a linguagem da serigrafia, da colagem, das cores, da escultura, das instalações, dos áudios, dos vídeos e dos 3D!

Augusto de Campos renomeia o papel do Poeta quando se insere como ensaísta, tradutor e mais do que nunca, criador visual onde a palavra marcha em projeto gráfico em laboratórios de design e pensar. Um link pode mostrar alguns dos poemas-clips em franco movimento: http://www2.uol.com.br/augustodecampos/clippoemas.htm.

Desde seus POETAMENTOS de 1953, inicia pesquisas com outras linguagens onde a palavra torna-se elemento juntamente aos gráficos que reconstroem o espaço, propondo sons que produzem canções, como a marcante parceria com Caetano Veloso em PULSAR, do disco Uns. Rememorando o sabor de Pulsar o link está disponível : https://www.youtube.com/watch?v=Hlgkz-g-ukc . Na pesquisa estética percebe-se a absorção de um mundo vário onde o Japão, a atonalidade, a construção do poema com apropriação pictórica do espaço, reconta tempos que invade o Ocidente, o Oriente, a Poesia erudita e o Rock’n roll!

Mas a poesia não precisa deixar de falar de amor para dialogar com tempos pós-industriais. Invadida e invadindo todos os territórios da experiência humana, a poesia se desdobra e se dobra cada vez mais surpreendente.

QUASAR 1975

QUASAR  1975  (com Julio Plaza)

Desde seus POETAMENTOS de 1953, inicia pesquisas com outras linguagens onde a palavra torna-se elemento juntamente aos gráficos que reconstroem o espaço, propondo sons que produzem canções, como a marcante parceria com Caetano Veloso em PULSAR, do disco Uns. Rememorando o sabor de Pulsar o link está disponível : https://www.youtube.com/watch?v=Hlgkz-g-ukc . Na pesquisa estética percebe-se a absorção de um mundo vário onde o Japão, a atonalidade, a construção do poema com apropriação pictórica do espaço, reconta tempos que invade o Ocidente, o Oriente, a Poesia erudita e o Rock’n roll!

Mas a poesia não precisa deixar de falar de amor para dialogar com tempos pós-industriais. Invadida e invadindo todos os territórios da experiência humana, a poesia se desdobra e se dobra cada vez mais surpreendente.

Como diz o curador da mostra do Sesc Pompéia Daniel Rangel “toda a obra coloca em destaque a Materialidade da Palavra” propondo leituras imagéticas, poéticas e sonoras. Apoiado principalmente em quatro dos livros publicados de Augusto de Campos – Viva Vaia de 1979, Despoesia de 1994, Não  de 2003 e Outro  de 2015, Daniel  incluiu ainda as obras sonoras, audiovisuais e as instalações que ocupam boa parte do grande salão do Centro Cultural, instalando saletas de vídeos,  penetráveis e esculturas móveis divididas por núcleos, além de jogos e brinquedos para crianças de todas as idades.

Esta grande mostra da palavra gráfica, lúdica e política, ficará aberta até o dia 31 de julho de 2016 num convite irrecusável!

LY 1984

LY  1984  (a seu amor Lygia) 

Como diz o curador da mostra do Sesc Pompéia Daniel Rangel “toda a obra coloca em destaque a Materialidade da Palavra” propondo leituras imagéticas, poéticas e sonoras. Apoiado principalmente em quatro dos livros publicados de Augusto de Campos – Viva Vaia de 1979, Despoesia de 1994, Não  de 2003 e Outro  de 2015, Daniel  incluiu ainda as obras sonoras, audiovisuais e as instalações que ocupam boa parte do grande salão do Centro Cultural, instalando saletas de vídeos,  penetráveis e esculturas móveis divididas por núcleos, além de jogos e brinquedos para crianças de todas as idades.

Esta grande mostra da palavra gráfica, lúdica e política, ficará aberta até o dia 31 de julho de 2016 num convite irrecusável!

Para mais obras de Augusto de Campos, acesse:

https://br.pinterest.com/glauciapimentel/augusto-de-campos-retrospectiva-sesc-pompeia-2016

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1 Comentário

  • Augusto de Campos, mas igualmente uma mostra prospectiva, por acentuar esse aspecto visual e musical que justifica o termo verbivocovisual e abrir caminho para um di logo entre o poeta e criadores de outras gera es entre eles o pr prio filho, o compositor Cid Campos. Caetano Veloso nos anos 1960, durante um festival de m sica, vira uma escultura penetr vel em MDF, a o e tinta vermelha.

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